Catarina Gaspar

· Doula e Professora de Kundalini Yoga ·

“É poder escolher, em cada momento, o que o coração pede e a alma precisa.”
Catarina Gaspar

Quem é a Catarina?

A Catarina é uma menina-mulher, apaixonada pela vida e com uma grande fé na Divindade de cada um. Desde que descobriu e fez a formação de Doulas, em 2014, a sua vida mudou e aprendeu a viver alinhada com a sua verdade e a encontrar felicidade em cada dia.
É Doula desde a Pré-Concepção até ao Pós-Parto, Professora de Kundalini Yoga e mãe do Vasco e adora contribuir para vidas mais saudáveis, felizes e divinas.

Em criança, quais eram os teus sonhos para a vida adulta?

Ser mãe. Ter paz. Estar com crianças e dar colo a bebés.

Neste momento da tua vida és Doula e também professora de Kundalini Yoga. Antes de te dedicares a tempo inteiro a estas actividades, o que fazias profissionalmente?

Tirei Licenciatura em Cardiopneumologia e trabalhei na área uns 4 anos. Ainda tive uma empresa com uma amiga e sócia de exames de diagnóstico ao domicílio mas depois percebi que não era por ali que queria investir a minha energia e tempo.

Na altura, quais foram as tuas motivações para teres escolhido a área em que realizaste o ensino Secundário (imagino que tenhas escolhido Ciências) e para teres tomado a decisão da Licenciatura em Cardiopneumologia?

Eu sempre gostei de ciências, de corpo humano e de cuidar. Na altura enfermagem também foi posta em cima da mesa mas só me via a cuidar de crianças e bebés e não estava disposta a tudo o resto que enfermagem traz. Pesquisei sobre algumas licenciaturas em Tecnologia da Saúde e Cardiopneumologia pareceu-me interessante. Ainda que sempre tenha dito que, se tirasse o curso para ficar atrás de máquinas a carregar em botões (por muita teoria e conhecimento que estivesse subjacente), mudaria de profissão. A licenciatura foi-me surpreendendo e conquistando. E o cuidado ao outro foi sempre muito relevante.

Em que momento percebeste que a Cardiopneumologia não era o teu caminho?

Sempre soube. Ahah. Sentia que era algo provisório. Não sabia justificar isso, nem dizer quão provisório seria. Até porque, mal acabei a licenciatura, fui procurar um estágio voluntário em Cardiologia Pediátrica e Ecocardiograma Fetal. E houve ali uns momentos em que achei que podia ser por ali o caminho. Mas depois sentia que não ia fazer diferença nenhuma no mundo, naquela área de diagnóstico e intervenção, e achei um desperdício continuar. Quando descobri as Doulas e comecei a sentir aquela vibração e entusiasmo, percebi que Cardiopneumologia estava com o tempo contado.

Como foi a reacção familiar quando decidiste abandonar por completo aquela profissão que representava a tua estabilidade, para seguires algo que possivelmente era visto como mais incerto?

Eu trabalhava em part-time e, por isso, a estabilidade financeira não tinha um peso gigante. O que estava ali em causa era querer conciliar o part-time com as sessões de Doula e aulas de Yoga ou não. Eu senti que precisava de me dedicar inteiramente mesmo que isso representasse, durante algum tempo, instabilidade financeira. Eu estava super feliz e entregue. E isso era o mais importante. Os meus pais souberam que me ia despedir num café da manhã. Disseram só “Está bem. Se achas que é o melhor.” O meu marido sempre me apoioi imenso e garantiu-me que segurava as pontas para eu poder arriscar este voo. Tenho muita sorte!

Dúvida, medo e insegurança. Qual foi o papel destes sentimentos no teu processo de transição?

Dúvida muita. Mas em mim. Não sabia se era assim tão boa, tão competente, tão capaz de me lançar sozinha numa área tão pouco conhecida.

Medo também. Do julgamento, de não corresponder às necessidades de quem me chegava, de não ter as respostas certas, de fazer mais asneira do que poderia facilitar. Mas sinto que faz parte do caminho e do crescimento. Insegurança também. Alturas em que não recebia dinheiro praticamente nenhum e questionava até que ponto não era utopia minha.

Qual o maior desafio que sentes no trabalho que desempenhas hoje em dia?

A estabilidade financeira. Ter um valor fixo a entrar por mês. É muito volátil. Umas alturas chegam imensas famílias e as coisas fluem muito bem. Outras alturas estagna um bocadinho e é preciso fé e confiança para validar a escolha e manter-me firme.
E também a auto-disciplina. Ninguém me ensinou como fazer divulgação do meu trabalho, como comunicar com as pessoas, como passar a palavra sobre o que é o nosso trabalho e a grande mais valia para as famílias e para a sociedade. É preciso planeamento e muito foco até as pessoas me conhecerem, me recomendarem e confiarem em mim e tudo correr naturalmente, sem esforço.

O que te tem ensinado o trabalho com mulheres grávidas e crianças?

A importância de cuidar ainda mais desta fase das nossas vidas e o impacto que tem nas gerações futuras. Tem reforçado como esta fase é sagrada e como deve ser tão mais protegida e bem vivida.

Que competência ou aprendizagem gostarias de juntar à tua caixa de ferramentas?

Falar inglês!! Tenho um bloqueio gigante nisso e sinto que me limita muito. Adorava acordar um dia e isto deixar de ser um problema. Lá chegarei. Preciso de me dedicar a isto e resolver crenças limitantes.

Tens algum livro, ou outro recurso, que queiras recomendar às meninas empreendedoras que andam a seguir os seus sonhos ou se preparam para isso?

Sim! Quando me despedi de Cardiopneumologia encontrei um livro numa prateleira de supermercado cujo título é “Tu Consegues!”. Achei que era mesmo para mim e no momento ideal. A autora é Coach de Propósito de Vida e chama-se Joana Areias. Ajudou-me muito nesta transição e recomendo-o muitas vezes.

Como defines a palavra liberdade?

A primeira coisa que me surge é “Ser feliz, responsável e leve.” É poder escolher, em cada momento, o que o coração pede e a alma precisa.

Se te pedisse para fechares os olhos e pensares em ti daqui a 10 anos, o que vês?

Vejo uma Catarina com mais rugas de expressão de tanto rir. Apaixonada pelo meu marido e com mais 3 (ou 4) filhos. Muito felizes na nossa casa no campo e a correr pela relva. Com o meu Centro/Instituto a crescer a cada dia e a chegar a cada vez mais famílias, grávidas e bebés.

Eu sou a Cristiana

Uma simples rapariga que abraçou o seu negócio próprio por paixão e o fez crescer. O meu negócio cresceu a trabalhar com marcas que queriam colocar algo bom no mundo, com sonhadoras e sonhadores que arriscaram para verem realizados os seus sonhos. É esta a minha missão! Infinitas são as minhas paixões e graças a elas tornei-me Designer, professora de Yoga, entusiasta pela Fotografia entre muitas outras coisas. Gosto da paz da natureza, de exercício físico, de decoração e das coisas mais simples que existem neste mundo.

Ahh... e tenho um gato rebelde chamado Matias.

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