• Nós nunca vamos agradar a todos

    Scroll down for English

    Nós nunca vamos agradar a todos. Uma vez li uma frase que dizia que se vivemos para agradar a todos – ou aos outros – então não agradamos a nós próprios. Vai existir sempre uma ou outra pessoa que nunca vai gostar e certamente mais um grupinho as seguirão. Nós, seres humanos, temos a necessidade de seguir e ser seguidos, pertencer a grupos para sermos aceites. Gosto de chamar a isto a “manada”. Muitas vezes, as opiniões e posições tomadas são o passaporte para a aceitação, seja lá do que for ou para o que for. O que se pensa parece ficar em segundo plano na ordem de importâncias ou parece nem existir. É esta a prioridade de muitas pessoas, e é por isso que vemos muita gente dotada de um elevado nível de ignorância a chegar onde não deve nem merece. O efeito manada possibilita isto.

    Todos temos esta necessidade de aceitação, uns mais, outros menos, mas faz parte de todos nós. Uns a pensar por si e a procurar o seu sitio, outros apenas a procurar a maioria e a força fácil. É aqui que está a diferença.

    Não me interessam números, interessa-me a felicidade e o meu sitio onde certamente estão as minhas pessoas. Vou aprendendo a não ligar às opiniões da manada, desde que saiba que o que fiz estava certo, mas isto é um curso de longa duração que dura uma vida. Vamo-nos apenas aperfeiçoando de dia para dia, de aprendizagem em aprendizagem.

    English Version

    We will never please everyone. I once read a sentence that said that if we live to please everyone – or others – then we do not please ourselves. There will always be one or other person who will never like it and certainly another group will follow. We human beings have a need to follow and be followed, to belong to groups to be accepted. I like to call this the “herd”. Often the opinions and positions taken are the passport for acceptance. What we think seems to be secondary or seems not to exist at all. This is the priority of many people, which is why we see so many people with a high level of ignorance coming where they should not be. The “herd” effect makes this possible.

    We all have this need for acceptance, some more, some less, but it’s part of all of us. Some thinking for themselves and searching for their place, others just searching for the majority and easy force. This is where the difference is.

    I  don’t care about numbers, I am interested in happiness and my place where my people certainly are. I am learning not to care about others opinions as long as I know that what I did was right, but this is a long-term course that lasts a lifetime. We are just perfecting day by day, from learning to learning.

  • Let’s play a Minimalism game

    Todos nós estamos rodeados por objectos que poluem a nossa vida. Isto acontece seja pela sua insignificância ou simplesmente pelo excesso de exemplares que temos.

    Compramos coisas que amamos e vamos acumulando. Na semana seguinte essas coisas já não parecem ser assim tão especiais. Um mês depois, aquilo que foi objecto de desejo, torna-se completamente esquecido e até já se pensa em ir a correr comprar o novo modelo que saiu entretanto.

    Já muito antes de estar a par deste movimento do Minimalismo, nunca fui de tipo de pessoa que vai comprar alguma coisa para semanas mais tarde querer a última que acabou de sair. Eu vejo a compra como um compromisso, que irá durar a vida útil do objeto que adquiri, ou até este conseguir fazer face a todas as necessidades pelo qual o comprei. Talvez isto tenha vindo da forma como fui educada.

    Uma coisa importante que ouvi há uns tempos foi que nos devemos perguntar se aquilo que estamos prestes a comprar vale o que vamos pagar. E porquê? Porque nós na verdade não pagamos com dinheiro. Nós pagamos com tempo. O tempo que demoramos a conseguir ganhar aquele dinheiro. Quantas horas de trabalho são necessárias para comprar as botas de marca, super na moda, que apareceram naquele anuncio extraordinário em todas as revistas e televisão? Se for mesmo aquilo que queremos só temos que as comprar e desfrutar delas ao máximo. Mas se não precisamos delas, porquê comprar? Apenas alguns dias depois, todo o “brilho” irá dissipar-se e passarão a ser só mais um objecto indesejado no nosso cemitério de objectos.

    Descobri este jogo um pouco tarde porque hoje já é dia 3 de Setembro. O ideal para começar será no primeiro dia do mês, e não tive de todo tempo para me preparar. O objectivo do 30-Day Minimalism Game é de nos libertar-mos de um objecto no 1º dia, dois objectos no 2º dia, no terceiro dia já serão 3 objectos, e assim sucessivamente. Podem conhecer este jogo e todo o projecto dos the Minimalists aqui.

    October is coming…

    English Version

    We are all surrounded by objects that pollute our lives. This happens either because of its insignificance or simply because of the excesses of objects that we have.

    We buy things that we love and we accumulate them. The next week these things no longer seem so special. A month later they become completely forgotten and by that time we are thinking about the new model that just came out.

    Long before to be aware of the Minimalism movement, I was never the kind of person who would buy something, and then some weeks later would want to buy the last model that just came out. I see the purchase as a commitment, which will last the useful life of the object that I have acquired, or until it can meet all the needs for which I have bought it. Maybe this came from the way I was educated.

    One important thing I heard some time ago was that we should ask ourselves if what we are about to buy is worth what we are going to pay. Why? Because we actually do not pay it with money. We pay it whith time. The time that we have to spend working to earn that amount of money. How many hours do you need to work to buy that brand new boots that have appeared on the TV ads? If it’s really what we want, we should buy and enjoy it to the fullest. But if we do not need them, why we should buy? Only a few days later, all the “glow” will dissipate and will become just another unwanted object in our graveyard of objects.

    I discovered this game a bit late because today is already the 3th of September. The ideal is to start on the first day of the month. The objective of the 30-Day Minimalism Game is to free ourselves from an object on the 1st day, two objects on the 2nd day, on the third day there will be 3 objects, and so on. You can know more about this game and the Minimalists project here.

    October is coming…

  • Yogui me

    Yoga é uma actividade que está na moda, e de alguma forma quase todos nós já tivemos alguma experiência com ela. No entanto, o Yoga não é apenas uma actividade. Yoga é uma filosofia de vida.

    Antes de ter uma primeira experiência com o Yoga, já tinha feito pilates clínico durante um ano. Foi nessa altura que uma mudança na minha vida levou-me a experimentar uma aula de Yoga, há cerca de 5 anos. Sempre gostei de actividades calmas, que me fizessem perceber o que acontece a cada movimento, e a pratica de Yoga trata-se disso mesmo: conseguirmos total controlo sobre o nosso corpo, através da nossa mente.

    Infelizmente não considero que o yoga seja a filosofia de vida que sigo, pois para isso teria que mudar certos hábitos. Faço Yoga pelo que me faz sentir naquele momento e depois. Faço-o porque de alguma forma liga-me a um plano muito mais simples e puro.

    English Version

    Yoga is an activity that is fashionable, and somehow almost all of us have had some experience with it. However, Yoga is not just an activity. Yoga is a philosophy of life.

    Before having my first experience with Yoga, I had already done clinical pilates for a year. At that point, i had some changes in my life that led me to try out a Yoga class, it was about 5 years ago. I have always enjoyed calm activities that help me realize what happens to each movement that I make, and the practice of Yoga is about that: to get total control over our body, through our mind.

    Unfortunately, I do not consider yoga the philosophy of life that I follow. To reach that, i would have to change certain habits. I do Yoga for what makes me feel when I’m doing it. I do it because in some way it connects me to a much simpler and a purest dimension.

    Follow my blog with Bloglovin